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2014 · Warner Music Portugal

Chegou o momento de olhar para trás, tomar a medida do caminho que já se percorreu, perceber que, por muito que ainda falte, já foi tanto o que se fez... 17 temas dos cinco álbuns de estúdio, mais dois novos – o inédito "O Tempo Não Pára" e "É ou Não É?", tema de Alberto Janes popularizado por Amália -  e como bónus a primeira gravação de Mariza em inglês, "Smile" de Charlie Chaplin, gravada com Ivan Lins nas sessões de "Terra".

  • 1.
    Loucura
    3:28
    Letras

    Loucura

    (Júlio Campos Sousa / Frederico de Brito)

    Sou do fado, como sei
    Vivo um poema cantado
    De um fado que eu inventei

    A falar,
    Não posso dar-me
    Mas ponho a alma a cantar
    E as almas sabem escutar-me

    Chorai, chorai
    Poetas do meu país
    Troncos da mesma raíz
    Da vida que nos juntou

    E se voçês
    Não estivessem a meu lado
    Então não havia fado
    Nem fadistas como eu sou

    Nesta voz
    Tão dolorida
    É culpa de todos vós
    Poetas da minha vida

    É loucura
    Oiço dizer
    Mas bendita esta loucura
    De cantar e de viver

  • 1. Loucura

    Letras

  • 2.
    Chuva
    4:04
    Letras

    Chuva

    (Jorge Fernando)

    As coisa vulgares que há na vida
    Deixam saudade
    Só as lembranças que doem
    Ou fazem sorrir

    Há gente que fica na história
    Da história da gente
    E outros que quem nem o nome
    Lembramos de ouvir

    São emoções que dão vida
    À saudade que trago
    Aquelas que tive contigo
    E acabei por perder

    Há dias que marcam a alma
    E a vida da gente
    E aquele em que tu me deixaste
    Não posso esquecer

    A chuva molhava-me o rosto
    Gelado e cansado
    As ruas que a cidade tinha
    Já eu percorrera
    Ai, meu choro de moça perdida
    Gritava à cidade
    Que o fogo do amor sob a chuva
    Á instantes morrera

    A chuva ouviu e calou
    Meu segredo à cidade
    E eis que ela bate no vidro
    Trazendo a saudade

  • 2. Chuva

    Letras

  • 3.
    É ou não é
    2:12
    Letras

    É ou não é

    (Alberto Janes)

    É ou não é
    Que o trabalho dignifica
    É assim que nos explica
    O rifão que nunca falha?
    É ou não é
    Que disto, toda a verdade,
    Que só por dignidade
    No mundo, ninguém trabalha!

    É ou não é
    Que o povo nos diz que não,
    Que o nariz não é feição
    Seja grande ou delicado?
    No meio da cara
    Tem por força que se ver,
    Mesmo a quem o não meter
    Aonde não é chamado!

    Digam lá se é assim ou não é?
    Ai, não, não é!
    Digam lá se é assim ou não é?
    Ai, não, não é! Pois é!

    É ou não é
    Que um velho que à rua saia
    Pensa, ao ver a minissaia:
    Este mundo está perdido?!
    Mas se voltasse
    Agora a ser rapazote
    Acharia que saiote
    É muitíssimo comprido?

    É ou não é
    Bondosa a humanidade
    Todos sabem que a bondade
    É que faz ganhar o céu?
    Mas a verdade,
    Nua sem salamaleque,
    Que tive de aprender
    É que ai de mim se não for eu!

    Digam lá se é assim ou não é?
    Ai, não, não é!
    Digam lá se é assim ou não é?
    Ai, não, não é! Pois é!

    Digam lá se é assim ou não é?
    Ai, não, não é!
    Digam lá se é assim ou não é?
    Ai, não, não é! Pois é!

    Digam lá se é assim ou não é?
    Ai, não, não é!
    Digam lá se é assim ou não é?
    Ai, não, não é! Pois é!

  • 3. É ou não é

    Letras

  • 4.
    Maria Lisboa
    2:42
    Letras

    Maria Lisboa

    (David Mourão Ferreira / Alain Oulman)

    É varina, usa chinela,
    Tem movimentos de gata;
    Na canastra, a caravela,
    No coração, a fragata...

    Em vez de corvos no xaile
    Gaivotas vêm pousar...
    Quando o vento a leva ao baile
    Baila no baile com o mar

    É de conhas o vestido,
    Tem algas na cabelaira,
    E nas veias o latido
    Do motor de uma traineira...

    Vende sonhos e maresia,
    Tempestades apregoa...
    Seu nome próprio: Maria...
    Seu apelido: Lisboa...

  • 4. Maria Lisboa

    Letras

  • 5.
    Menino Do Bairro Negro
    2:54
    Letras

    Menino Do Bairro Negro

    (José Afonso)

    Olha o sol que vai nascendo,
    Anda ver o mar,
    Os meninos vão correndo
    Ver o sol chegar

    Menino sem condição
    Irmão de todos nus
    Tira os olhos do chão,
    Vem ver a luz

    Menino do mal trajar
    Um novo dia lá vem
    Só quem souber cantar
    Virá também

    Negro,
    Bairro negro,
    Bairro negro
    Onde não há pão
    Não há sossego

    Menino pobre teu lar
    Queira ou não queira o papão
    Há-de um dia cantar
    Esta canção

    Olha o sol que vai nascendo...

    Se até dá gosto cantar
    Se a terra sorri
    Quem te não há-de amar
    Menino a ti?

    Se não é fúria a razão
    Se toda a gente quiser
    Um dia hás-de aprender
    Haja o que houver

    Negro,
    Bairro negro,
    Bairro negro
    Onde não há pão
    Não há sossego

    Menino pobre o teu lar
    Queira ou não queira o papão
    Há-de um dia cantar
    Esta canção

    Olha o sol que vai nascendo
    Anda ver o mar

  • 5. Menino Do Bairro Negro

    Letras

  • 6.
    Há Palavras Que Nos Beijam
    2:52
    Letras

    Há Palavras Que Nos Beijam

    (Alexandre O'Neil / Mário Pacheco)

    Há palavras que nos beijam
    Como se tivessem boca.
    Palavras de amor, de esperança,
    De imenso amor, de esperança louca.

    Palavras nuas que beijas
    Quando a noite perde o rosto;
    Palavras que se recusam
    Aos muros do teu desgosto.

    De repente coloridas
    Entre palavra sem cor,
    Esperadas, inesperada
    Como a poesia ou o amor.

    O nome de quem se ama
    Letra a letra revelado
    No mármore distraído
    No papel abandonado.

    Palavras que nos transportam
    Aonde a noite é mais forte,
    Ao silêncio dos amantes
    Abraçados contra a morte.

  • 6. Há Palavras Que Nos Beijam

    Letras

  • 7.
    O Tempo Não Pára
    3:59
    Letras

    O Tempo Não Pára

    (Miguel Gameiro / Tiago Machado)

    Eu sei, que a vida tem pressa
    que tudo aconteça,
    sem que a gente peça,
    Eu sei,
    Eu sei, que o tempo não pára,
    tempo é coisa rara
    e a gente só repara,
    quando ele já passou

    Não sei, se andei depressa demais
    Mas sei que algum sorriso eu perdi
    Vou pedir ao tempo,
    que me dê mais tempo
    para olhar para ti
    De agora em diante,
    não serei distante
    Eu vou estar aqui

    Cantei,
    cantei a Saudade da minha cidade
    e até com vaidade, cantei
    Andei, pelo Mundo fora
    e não via a hora
    de voltar para ti

    Não sei, se andei depressa demais
    Mas sei que algum sorriso eu perdi
    Vou pedir ao tempo,
    que me dê mais tempo
    para olhar para ti
    De agora em diante,
    não serei distante
    Eu vou estar aqui

  • 7. O Tempo Não Pára

    Letras

  • 8.
    Rosa Branca
    2:46
    Letras

    Rosa Branca

    (José de Jesus Guimarães / Resende Dias)

    De rosa ao peito na roda
    Eu bailei com quem calhou
    Tantas voltas dei bailando
    Que a rosa se desfolhou

    Quem tem, quem tem
    Amor a seu jeito
    Colha a rosa branca
    Ponha a rosa ao peito

    Ó roseira, roseirinha
    Roseira do meu jardim
    Se de rosas gostas tanto
    Porque não gostas de mim?

  • 8. Rosa Branca

    Letras

  • 9.
    Primavera
    4:42
    Letras

    Primavera

    (David Mourão Ferreira / Pedro Rodrigues)

    Todo o amor que nos prendera
    Como se fora de cera
    Se quebrava e desfazia
    Ai funesta primavera
    Quem me dera, quem nos dera
    Ter morrido neste dia

    E condenaram-me a tanto
    Viver comigo meu pranto
    Viver, viver e sem ti
    Vivendo sem no entanto
    Eu me esquecer desse encanto
    Que nesse dia perdi

    Pão duro da solidão
    É somente o que nos dão
    O que nos dão a comer
    Que importa que o coração
    Diga que sim ou que não
    Se continua a viver

    Todo o amor que nos prendera
    Se quebrara e desfizera
    Em pavor se convertia
    Ninguém fale em primavera
    Quem me dera, quem nos dera
    Ter morrido nesse dia

  • 9. Primavera

    Letras

  • 10.
    Barco Negro
    4:00
    Letras

    Barco Negro

    (David Mourão Ferreira / Caco Velho-Parantini)

    De manhã que medo
    Que me achasses feia!
    Acordei, tremendo
    Deitada na areia...
    Mas logo os teus olhos
    Disseram que não
    E o sol penetrou
    No meu coração

    Vi depois numa rocha, uma cruz
    E o teu barco negro
    Dançava na luz...
    Vi teu barço acenando,
    Entre as velas já soltas...
    Dizem as velhas da praia que não voltas
    Sáo loucas!
    São loucas!
    Eu sei meu amor:
    Nem chegaste a partir
    Tudo, em meu redor,
    Me diz que estás sempre comigo

    No vento que lança
    Areia nos vidros;
    Na água que canta;
    No fogo mortiço;
    No calor do leito;
    Nos bancos vazios;
    Dentro do meu peito
    Estás sempre comigo

  • 10. Barco Negro

    Letras

  • 11.
    Meu Fado Meu
    3:26
    Letras

    Meu Fado Meu

    (Paulo de Carvalho)

    A saudade andou comigo
    E através do som da minha voz
    No seu fado mais antigo
    Fez mil versos a falar de nós
    Troçou de mim à vontade
    Sem ouvir sequer os meus lamentos
    E por capricho ou maldade
    Correu comigo a cidade
    Até há poucos momentos

    Já me deixou
    Foi-se logo embora
    A saudade a quem chamei maldita
    Já nos meus olhos não chora
    Já nos meus sonhos não grita
    Já me deixou
    Foi-se logo embora
    Minha tristeza chegou ao fim
    Já me deixou mesmo agora
    Saíu pela porta fora
    Ao ver-te voltar p'ra mim

    Nem sempre a saudade é triste
    Nem sempre a saudade é pranto e dor
    Se em paga saudade existe
    A saudade não dói tanto amor
    Mas enquanto tu não vinhas
    Foi tão grande o sofrimento meu
    Pois não sabia que tinhas
    Em paga às saudades minhas
    Mais saudades do que eu

  • 11. Meu Fado Meu

    Letras

  • 12.
    Medo
    3:10
    Letras

    Medo

    (Reinaldo Ferreira / Alain Oulman)

    Quem dorme à noite comigo
    É meu segredo,
    Mas se insistirem, lhes digo,
    O medo mora comigo,
    Mas só o medo, mas só o medo.

    E cedo porque me embala
    Num vai-vem de solidão,
    É com silêncio que fala,
    Com voz de móvel que estala
    E nos perturba a razão.

    Gritar: quem pode salvar-me
    Do que está dentro de mim
    Gostava até de matar-me,
    Mas eu sei que ele há-de esperar-me
    Ao pé da ponte do fim.

  • 12. Medo

    Letras

  • 13.
    Promete, Jura - Fado Sérgio
    3:53
    Letras

    Promete, Jura - Fado Sérgio

    (Maria João Dâmaso / Sérgio Dâmaso)

    Estás a pensar em mim, promete, jura
    Se sentes como eu o vento a soluçar
    As verdades mais certas mais impuras
    Que as nossas bocas têm p’ra contar

    Se sentes lá fora a chuva estremecida
    Como o desenlaçar duma aventura
    Que pode ou não ficar por toda a vida
    Diz que sentes como eu, promete, jura

    Se sentes este fogo que te queima
    Se sentes o meu corpo em tempestade
    Luta por mim amor, arrisca, teima
    Abraça este desejo que me invade

    Se sentes meu amor, o que eu não disse
    Além de tudo o mais do que disseste
    É que não houve verso que eu sentisse
    Aquilo que eu te dei e tu me deste

  • 13. Promete, Jura - Fado Sérgio

    Letras

  • 14.
    Feira De Castro
    2:33
    Letras

    Feira De Castro

    (Paulo Abreu Lima / Rui Veloso)

    Eu fui à Feira de Castro
    P'ra comprar um par de meias
    Vim de lá c'umas chanatas
    E dois brincos nas orelhas

    As minhas ricas tamancas
    Pediam traje a rigor
    Vestido curto e decote
    Por vias deste calor

    Quem vai à Feira de Castro
    E se apronta tão bonito
    Não pode acabar a feira
    Sem entrar no bailarico

    Sem entrar no bailarico
    A modos que bailação
    Ai que me deu um fanico
    Num braços dum manganão

    Vai acima, vai abaixo
    Mais beijinho, mais bejeca
    E lá se vai o capacho
    Deixando o velho careca

    Todo o testo quer um tacho
    Mas como recordação
    Apenas trouxe o capacho
    Qu'iludiu meu coração

    Eu fui à Feira de Castro
    E vim da Feira de Castro
    E jurei para mais não...

  • 14. Feira De Castro

    Letras

  • 15.
    Há Uma Música Do Povo
    3:10
    Letras

    Há Uma Música Do Povo

    (Fernando Pessoa / Mário Pacheco)

    Há uma música do povo
    Nem sei dizer se é um fado
    Que ouvindo-a há um ritmo novo
    No ser que tenho guardado...

    Ouvindo-a sou quem seria
    Se desejar fosse ser...
    É uma simples melodia
    Das que se aprendem a viver...

    Mas é tão consoladora
    A vaga e triste canção...
    Que a minha alma já não chora
    Nem eu tenho coração...

    Sou uma emoção estrangeira,
    Um erro de sonho ido...
    Canto de qualquer maneira
    E acabo com um sentido

  • 15. Há Uma Música Do Povo

    Letras

  • 16.
    Recusa
    2:16
    Letras

    Recusa

    [Mário Rainho / José Magala (fado Magala)]

    Se ser fadista, é ser lua,
    É perder o sol de vista,
    Ser estátua que se insinua,
    Então, eu não sou fadista

    Se ser fadista é ser triste,
    É ser lágrima prevista,
    Se por mágoa o fado existe,
    Então, eu não sou fadista

    Se ser fadista é no fundo,
    Uma palavra trocista,
    Roçando as bocas do mundo,
    Então eu não sou fadista

    Mas se é partir à conquista
    De tanto verso ignorado
    Então eu não sou fadista
    Eu sou mesmo o próprio fado.

  • 16. Recusa

    Letras

  • 17.
    Cavaleiro Monge
    3:40
    Letras

    Cavaleiro Monge

    (Fernando Pessoa / Mário Pacheco)

    Do vale à montanha,
    Da montanha ao monte,
    Cavalo de sombra, cavaleiro monge.
    Por casa, por prados,
    Por quintas, por fontes,
    Caminhais aliados.

    Do vale à montanha,
    Da montanha ao monte,
    Cavalo de sombra, cavaleiro monge.
    Por penhascos pretos, 
    Atrás e de fronte,
    Caminhais secretos

    Do vale à montanha,
    Da montanha ao monte,
    Cavalo de sombra, cavaleiro monge.
    Por prados desertos,
    Sem ter horizontes,
    Caminhais libertos.

    Do vale à montanha,
    Da montanha ao monte,
    Cavalo de sombra, cavaleiro monge.
    Por ínvios caminhos,
    Por rios sem ponte,
    Caminhais sozinhos.

    Do vale à montanha,
    Da montanha ao monte,
    Cavalo de sombra, cavaleiro monge.
    Por quanto é sem fim,
    Sem ninguém que o conte,
    Caminhais em mim.

    Por penhascos pretos
    Por rios sem ponte
    Caminhais em mim

  • 17. Cavaleiro Monge

    Letras

  • 18.
    Oiça Lá Ó Senhor Vinho
    2:58
    Letras

    Oiça Lá Ó Senhor Vinho

    (Alberto Janes)

    Oiça lá ó senhor vinho
    Vai responder-me, mas com franqueza
    Porque é que tira toda a firmeza
    A quem encontra no seu caminho?

    Lá por beber um copinho a mais
    Até pessoas pacatas
    Amigo vinho em desalinho
    Vossa mercê faz andar de gatas

    É mau procedimento e há intenção
    Naquilo que faz
    Entra-se em desiquilíbrio
    Não há equilíbrio que seja capaz

    As leis da física falham
    E a vertical, de qualquer lugar
    Oscila sem se deter
    E deixa de ser perpendicular

    Eu já fui raspão do vinho
    Me julga ninguém, faz pouco de mim
    Quem me trata como água
    É ofensa pagua, eu cá sou assim
    Vossa mercê tem razão
    É ingrato falar mal do vinho
    E a provar o que lhe digo
    Vamos meu amigo,
    A mais um copinho

  • 18. Oiça Lá Ó Senhor Vinho

    Letras

  • 19.
    Ó Gente Da Minha Terra
    4:02
    Letras

    Ó Gente Da Minha Terra

    (Amália Rodrigues / Tiago Machado)

    Ó gente da minha terra
    Agora é que percebi
    Esta tristeza que trago
    Foi de vós que recebi

    É meu e vosso este fado
    Destino que nos amarra
    Por mais que seja negado
    Ás cordas de uma guitarra

    Sempre que se ouve um gemido
    Duma guitarra a cantar
    Fica-se logo perdido
    Com vontade de chorar

    E parceria ternura
    Se eu me deixasse embalar
    Era maior a amargura
    Menos triste o meu cantar

  • 19. Ó Gente Da Minha Terra

    Letras

  • 20.
    Smile
    3:44
  • 20. Smile

  • 21.
    Pequenas Verdades
    3:07
    Letras

    Pequenas Verdades

    (Javier Límon)

    No meu deserto de água
    Não havia luz para te olhar
    Tive que roubar a lua
    Para te poder iluminar

    Quando iluminei o teu rosto
    Fez-se dia no meu corpo
    Enquanto eu te iluminava
    Minha alma nascia de novo

    São as pequenas verdades
    As que guiam o meu caminho
    Verdades brancas 
    Como a manhã
    Que abre a janela do nosso destino
    Como o teu olhar
    Quando tu me olhas
    Como a tua lembrança 
    Depois de partires

    É verdade que a sombra do ar me queima
    E é verdade que sem ti eu morro de pena
    Sim é verdade que sem ti eu morro de pena

    Misteriosa era a tua boca
    Misterioso o meu lamento
    Mas não sei se o nosso amor de primavera
    Foi mentira ou uma paixão verdadeira

    Quando a solidão regresse
    Cega de amor irei até à morte
    As verdades só existem pelos recantos da mente
    Essa pequenas verdades que guiaram o meu caminho

  • 21. Pequenas Verdades

    Letras

  • 22.
    Meu Fado Meu
    4:12
    Letras

    Meu Fado Meu

    (Paulo de Carvalho)

    A saudade andou comigo
    E através do som da minha voz
    No seu fado mais antigo
    Fez mil versos a falar de nós
    Troçou de mim à vontade
    Sem ouvir sequer os meus lamentos
    E por capricho ou maldade
    Correu comigo a cidade
    Até há poucos momentos

    Já me deixou
    Foi-se logo embora
    A saudade a quem chamei maldita
    Já nos meus olhos não chora
    Já nos meus sonhos não grita
    Já me deixou
    Foi-se logo embora
    Minha tristeza chegou ao fim
    Já me deixou mesmo agora
    Saíu pela porta fora
    Ao ver-te voltar p'ra mim

    Nem sempre a saudade é triste
    Nem sempre a saudade é pranto e dor
    Se em paga saudade existe
    A saudade não dói tanto amor
    Mas enquanto tu não vinhas
    Foi tão grande o sofrimento meu
    Pois não sabia que tinhas
    Em paga às saudades minhas
    Mais saudades do que eu

  • 22. Meu Fado Meu

    Letras

  • 23.
    Hay Una Música Del Pueblo (feat. José Mercé)
    3:27
  • 23. Hay Una Música Del Pueblo (feat. José Mercé)