Live In London - DVD

2003 · World Connection

Live in London é o primeiro DVD da carreira de Mariza Gravação do concerto de Mariza na Union Chapel, em Londres, a 22 de Março de 2003, Um concerto em que o público inglês se rende a Mariza.

  • 1.
    O Silêncio da Guitarra
    Letras

    O Silêncio da Guitarra

    [José Luis Gordo / Zé Negro (Fado tradicional)]

    O silêncio da guitarra
    Que à minha alma se agarra
    Como se fora de fogo
    Em meu peito se demora
    Qu'a alegria também chora
    E apaga tanto desgosto

    Este silêncio de Tejo
    Sem ter boca para um beijo
    Nem olhos para chorar
    Gaivota presa no vento
    Um barco de sofrimento
    Que teima em voltar

    Lisboa, cais de Saudades
    Onde uma guitarra há-de
    Tocar-nos um triste fado
    Quando a alma se agita
    A tristeza também canta
    Num pranto quase parado

  • 1. O Silêncio da Guitarra

    Letras

  • 2.
    Loucura
    Letras

    Loucura

    (Júlio Campos Sousa / Frederico de Brito)

    Sou do fado, como sei
    Vivo um poema cantado
    De um fado que eu inventei

    A falar,
    Não posso dar-me
    Mas ponho a alma a cantar
    E as almas sabem escutar-me

    Chorai, chorai
    Poetas do meu país
    Troncos da mesma raíz
    Da vida que nos juntou

    E se voçês
    Não estivessem a meu lado
    Então não havia fado
    Nem fadistas como eu sou

    Nesta voz
    Tão dolorida
    É culpa de todos vós
    Poetas da minha vida

    É loucura
    Oiço dizer
    Mas bendita esta loucura
    De cantar e de viver

  • 2. Loucura

    Letras

  • 3.
    Maria Lisboa
    Letras

    Maria Lisboa

    (David Mourão Ferreira / Alain Oulman)

    É varina, usa chinela,
    Tem movimentos de gata;
    Na canastra, a caravela,
    No coração, a fragata...

    Em vez de corvos no xaile
    Gaivotas vêm pousar...
    Quando o vento a leva ao baile
    Baila no baile com o mar

    É de conhas o vestido,
    Tem algas na cabelaira,
    E nas veias o latido
    Do motor de uma traineira...

    Vende sonhos e maresia,
    Tempestades apregoa...
    Seu nome próprio: Maria...
    Seu apelido: Lisboa...

  • 3. Maria Lisboa

    Letras

  • 4.
    Menino do Bairro Negro
    Letras

    Menino do Bairro Negro

    (José Afonso)

    Olha o sol que vai nascendo,
    Anda ver o mar,
    Os meninos vão correndo
    Ver o sol chegar

    Menino sem condição
    Irmão de todos nus
    Tira os olhos do chão,
    Vem ver a luz

    Menino do mal trajar
    Um novo dia lá vem
    Só quem souber cantar
    Virá também

    Negro, 
    Bairro negro,
    Bairro negro
    Onde não há pão
    Não há sossego

    Menino pobre teu lar
    Queira ou não queira o papão
    Há-de um dia cantar
    Esta canção

    Olha o sol que vai nascendo...

    Se até dá gosto cantar
    Se a terra sorri
    Quem te não há-de amar
    Menino a ti?

    Se não é fúria a razão
    Se toda a gente quiser
    Um dia hás-de aprender
    Haja o que houver

    Negro, 
    Bairro negro,
    Bairro negro
    Onde não há pão
    Não há sossego

    Menino pobre o teu lar
    Queira ou não queira o papão
    Há-de um dia cantar
    Esta canção

    Olha o sol que vai nascendo
    Anda ver o mar

  • 4. Menino do Bairro Negro

    Letras

  • 5.
    Fado Curvo
    Letras

    Fado Curvo

    (Carlos Maria Trindade)

    No templo que é só do fado
    A alma é como um jardim
    Onde as flores dançam de lado
    Na ventanis sem fim

    Aguentarão, pobrezinhas,
    As fúrias da natureza?
    Paixão não é linha recta
    Nem fado é a certeza

    O fado é como um jogo
    Que Deus inventou inspirado
    Se nos pôs cá nesta vida
    Foi para jogar o fado

    Na mesa dos sentimentos
    O coração é um dado
    E rola com as guitarrasa
    E dá um número que é fado

    O um, o dois e o três,
    Faces da mesma verdade.
    O quatro e o cinco já são
    O jogo da felicidade

    O número seis é saudade 
    Por ela venho cantar
    Abriram-me as portas à alma
    E agora é vê-las dançar

  • 5. Fado Curvo

    Letras

  • 6.
    Barco Negro
    Letras

    Barco Negro

    (David Mourão Ferreira / Caco Velho-Parantini)

    De manhã que medo 
    Que me achasses feia!
    Acordei, tremendo
    Deitada na areia...
    Mas logo os teus olhos
    Disseram que não
    E o sol penetrou
    No meu coração

    Vi depois numa rocha, uma cruz
    E o teu barco negro
    Dançava na luz...
    Vi teu barço acenando,
    Entre as velas já soltas...
    Dizem as velhas da praia que não voltas
    Sáo loucas!
    São loucas!
    Eu sei meu amor:
    Nem chegaste a partir
    Tudo, em meu redor,
    Me diz que estás sempre comigo

    No vento que lança
    Areia nos vidros;
    Na água que canta;
    No fogo mortiço;
    No calor do leito;
    Nos bancos vazios;
    No meu próprio peito
    Estás sempre comigo

  • 6. Barco Negro

    Letras

  • 7.
    Variações em Ré (Instrumental)
  • 7. Variações em Ré (Instrumental)

  • 8.
    Cavaleiro Monge
    Letras

    Cavaleiro Monge

    (Fernando Pessoa / Mário Pacheco)

    Do vale à montanha,
    Da montanha ao monte,
    Cavalo de sombra, cavaleiro monge.
    Por casa, por prados,
    Por quintas, por fontes,
    Caminhais aliados.

    Do vale à montanha,
    Da montanha ao monte,
    Cavalo de sombra, cavaleiro monge.
    Por penhascos pretos, 
    Atrás e de fronte,
    Caminhais secretos

    Do vale à montanha,
    Da montanha ao monte,
    Cavalo de sombra, cavaleiro monge.
    Por prados desertos,
    Sem ter horizontes,
    Caminhais libertos.

    Do vale à montanha,
    Da montanha ao monte,
    Cavalo de sombra, cavaleiro monge.
    Por ínvios caminhos,
    Por rios sem ponte,
    Caminhais sozinhos.

    Do vale à montanha,
    Da montanha ao monte,
    Cavalo de sombra, cavaleiro monge.
    Por quanto é sem fim,
    Sem ninguém que o conte,
    Caminhais em mim.

    Por penhascos pretos
    Por rios sem ponte
    Caminhais em mim

  • 8. Cavaleiro Monge

    Letras

  • 9.
    Anéis do Meu Cabelo
    Letras

    Anéis do Meu Cabelo

    (António Botto / Tiago Machado)

    Se passares pelo adro
    No dia do meu enterro,
    Dize à terra que não coma
    Os anéis do meu cabelo.

    Já não digo que viesses
    Cobrir de rosas meu rosta,
    Ou que num choro dissesses
    A qualquer do teu desgosto

    Nem te lembro que beijasses
    Meu corpo delgado e belo,
    Mas que sempre me guardasses
    Os anéis do meu cabelo

  • 9. Anéis do Meu Cabelo

    Letras

  • 10.
    O Deserto
    Letras

    O Deserto

    (Carlos Maria Trindade)

    Deserto
    Império do sol
    Tão perto
    Império do sol
    Prova dos Nove
    Da solidão
    Cega miragem
    Largo clarão
    Livre prisão
    Sem a menor aragem
    Sem a menor aragem

    Que grande mar
    De ondas paradas
    Que grande areal
    De formas veladas
    Vitória do espaço
    Imensidão
    Ponto de fuga
    Ampliação
    Livre prisão
    Anfitrião selvagem
    Anfitrião selvagem

    No deserto
    Oiço o fundo da alma
    E, se a areia está calma,
    O bater do coração
    É que tanto deserto
    Tão de repente
    Faz-me pensar
    Que o deserto sou eu
    Se não me vieres buscar

  • 10. O Deserto

    Letras

  • 11.
    Ó Gente Da Minha Terra
    Letras

    Ó Gente Da Minha Terra

    (Amália Rodrigues / Tiago Machado)

    Ó gente da minha terra
    Agora é que percebi
    Esta tristeza que trago
    Foi de vós que recebi

    É meu e vosso este fado
    Destino que nos amarra
    Por mais que seja negado
    Ás cordas de uma guitarra

    Sempre que se ouve um gemido
    Duma guitarra a cantar
    Fica-se logo perdido
    Com vontade de chorar

    E parceria ternura
    Se eu me deixasse embalar
    Era maior a amargura
    Menos triste o meu cantar

  • 11. Ó Gente Da Minha Terra

    Letras

  • 12.
    Há Festa Na Mouraria
    Letras

    Há Festa Na Mouraria

    (A. Amargo / A. Duarte)

    Há festa na mouraria
    É dia da procissão
    Da Senhora da Saúde
    Até a Rosa Maria
    Da rua do Capelão
    Parece que tem virtude

    Colchas ricas nas janelas
    Pétalas soltas no chão
    Almas crentes povo rude
    Anda a fé pelas vielas
    É dia da procissão
    Da senhora da Saúde

    Após um curto rumor
    Profundo silêncio pesa
    Por sobre o Lago da Guia
    Passa o Virgem no andar
    Tudo se ajoelha e reza
    Até Rosa Maria

    Como que petrificada
    Em fervorosa oração
    É tal a sua atitude
    Que a Rosa já desfolhada
    Da rua do Capelão
    Parece que tem virtude

  • 12. Há Festa Na Mouraria

    Letras

  • 13.
    Oiça Lá Ó Senhor Vinho
    Letras

    Oiça Lá Ó Senhor Vinho

    (Alberto Janes)

    Oiça lá ó senhor vinho
    Vai responder-me, mas com franqueza
    Porque é que tira toda a firmeza
    A quem encontra no seu caminho?

    Lá por beber um copinho a mais
    Até pessoas pacatas
    Amigo vinho em desalinho
    Vossa mercê faz andar de gatas

    É mau procedimento e há intenção
    Naquilo que faz
    Entra-se em desiquilíbrio
    Não há equilíbrio que seja capaz

    As leis da física falham
    E a vertical, de qualquer lugar
    Oscila sem se deter
    E deixa de ser perpendicular

    Eu já fui raspão do vinho
    Me julga ninguém, faz pouco de mim
    Quem me trata como água
    É ofensa pagua, eu cá sou assim
    Vossa mercê tem razão
    É ingrato falar mal do vinho
    E a provar o que lhe digo
    Vamos meu amigo,
    A mais um copinho

  • 13. Oiça Lá Ó Senhor Vinho

    Letras

  • 14.
    Primavera
    Letras

    Primavera

    (David Mourão Ferreira / Pedro Rodrigues)

    Todo o amor que nos prendera
    Como se fora de cera
    Se quebrava e desfazia
    Ai funesta primavera
    Quem me dera, quem nos dera
    Ter morrido neste dia

    E condenaram-me a tanto
    Viver comigo meu pranto
    Viver, viver e sem ti
    Vivendo sem no entanto
    Eu me esquecer desse encanto
    Que nesse dia perdi

    Pão duro da solidão
    É somente o que nos dão
    O que nos dão a comer
    Que importa que o coração
    Diga que sim ou que não
    Se continua a viver

    Todo o amor que nos prendera
    Se quebrara e desfizera
    Em pavor se convertia
    Ninguém fale em primavera
    Quem me dera, quem nos dera
    Ter morrido nesse dia

  • 14. Primavera

    Letras

  • 15.
    Não É Desgraça Ser Pobre
  • 15. Não É Desgraça Ser Pobre

  • 16.
    Povo Que Lavas No Rio
  • 16. Povo Que Lavas No Rio